Sea Goat – “Tata” (2017)

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Sea Goat
“Tata” (2017) 

Swan Lake Records
#ProgressiveRock

Para fãs de: GenesisMarillionAntimatterAnathema

Nota: 8,0

O curioso nome deste álbum vem de uma vila húngara onde a banda alemã Sea Goat se “enclausurou” para retomar suas atividades e compor novo material longe das distrações cotidianas.

Ou seja, ao invés de se valerem da tecnologia para produzirem o trabalho em separado, se reuniram na vila de Tata em 2007 e em 2009, após o retorno da banda em 2006, para duas frutíferas sessões de composição. Já em 2010, o retiro foi na Bavaria, e desde então finalizaram o trabalho pelo modus operandi moderno.

Desta forma, a banda conjurou seu primeiro álbum desde sua formação em 1973 (existe apenas um álbum solo do guitarrista/vocalista Torsten Hartmann com o restante da banda como músicos de apoio), por um método de trabalho que resultou num todo mais coeso, unificado e compacto, amplificado pela sua produção orgânica e franca.

O resultado geral é uma música introspectiva, que maneja detalhes instrumentais diferenciados e climáticos, mas sem se alongar por viagens elásticas, se mantendo fiel ao propósito de misturar os trejeitos progressivos de nomes como Genesis e King Crimson à acessibilidade melódica e “triste” de compositores como Nick Drake e Tim Buckley.

Desta forma conseguem conferir um aspecto natural ao introspectivo Rock/Pop Progressivo da banda, fazendo de “Tata” um fruto da amizade de quatro caras que compartilham o prazer de estarem juntos produzindo música virtuosa, progressiva, romântica (a estética musical) e extremamente rica, sem soar datada ou presunçosa, mesmo que o excesso de melancolia canse em momentos pontuais e de menor ousadia.

Uma proposta que gera composições tão interessantes quanto diferentes, como “Friends” (uma dinâmica e velha conhecida de sua encarnação setentista, antes do fim das atividades em 1982), “Fire Wheels” (ousada e mais pesada, onde podemos medir a dramaticidade dos vocais de Torsten Hartmann) e a estética erudita de “Lachrimae” (de longe a melhor do disco).

Confira, pois não é sempre que um primeiro álbum demora mais de quatro décadas para ganhar vida!

Marcelo Lopes Vieira

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