Sinister – “Deformation of the Unholy Realm” (2020)

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Sinister – “Deformation of the Unholy Realm” (2020)
Massacre Records
#DeathMetal#BrutalDeathMetal

Para fãs de: SuffocationMalevolent CreationMonstrosity, Deicide

Nota: 9,0

Letal como a mais devastadora das pandemias, o Sinister se mantém trilhando seu caminho com louvor pelos meandros do Death Metal brutal e abjeto. Contabilizando mais de 30 anos de carreira desde sua fundação, o quarteto holandês nos entrega aquilo que esperamos no recém concebido “Deformation of the Holy Realm”.

Décimo quarto registro de estúdio de uma longeva carreira, o disco em questão preserva – ainda que busque uma ou outra saída discreta em seu desenvolvimento -, a sonoridade odiosa e violenta dos primórdios.

Os andamentos rápidos, quebrados, os “blast beats” ensandecidos, e aquele vocal pestilento e já muito característico de Aad Kloosterwaard, ditam as regras, mas percebe-se um acento melódico mais evidente nas composições e até alguns arranjos orquestrados em pontos cruciais do álbum, o que confere uma atmosfera sombria e grandiosa ao mesmo tempo.

“Deformation of the Holy Realm” segue o padrão preponderante das obras do estilo, mesmo porque o Sinister não teria interesse em alterar agora a fórmula que vem dando resultado por tanto tempo. A produção talvez seja a melhor apresentada pelo grupo até agora: polida, porém muito pesada, destacando sobremaneira a selvageria de Toep Duin na bateria, bem como os riffs e acordes perfurantes de Michal “Grall” Gralak em sua estreia na banda.

Sem muito mais a enaltecer, posso enumerar como destaques “Apostles of the Weak”, que conta com corais em determinados momentos, dando um toque especial em meio à brutalidade acachapante; “Unbounded Sacrilege”, mais direta e com boa alternância entre cadência e velocidade, e “The Omnious Truth”, com início atmosférico e hipnotizante, no entanto que explode em violência pouco tempo depois.

“Este disco nos custou sangue, suor e lágrimas, mas estamos extremamente orgulhosos desse brutal pedaço de arte”, nas palavras dos próprios integrantes. Não dá pra discordar. Que continuem honrando a tradição e solidificando seu legado para a posteridade. Excelente!

Ricardo L. Costa (Colaborador)

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