
Stortregn – “Emptiness Fills the Void” (2018)
Non Serviam Records
#MelodicDeathMetal, #ProgressiveDeathMetal, #BlackMetal
Para fãs de: Dark Tranquillity, DarkTower, Dissection
Nota: 8,0
Os suíços do Stortregn acabam de lançar seu quarto álbum, mostrando uma boa variedade de elementos dentro do Death Metal melódico. Não que seja novidade a quantidade de bandas que vem incorporando essas várias características dentro de um estilo só, mas é sempre interessante quando isso é bem feito e bem estruturado. Além do já citado Death Metal melódico, podemos ouvir um pouco de Black Metal em alguns arranjos e vocais. Existe também uma veia progressiva durante toda a audição, com muita melodia aliada a muita fúria e velocidade.
A introdução acústica de “Through the Dark Gates”, faixa de abertura, já mostra que o grau de técnica do grupo antes de despejarem toda a fúria durante essa mesma música. Solos precisos e bem trabalhados junto as bases é outra característica que podemos ouvir em “Circular Infinity”.
Particularmente é muito difícil citar um destaque, pois todas as músicas tiveram um bom cuidado em suas composições e produção. Talvez a que mais demonstre o espírito da banda seja a “Lawless”, com excelentes dedilhados de guitarra em sua base e uma furiosa bateria de fundo em boa parte de sua levada. “The Eclipsist” também chama atenção por unir partes acústicas a pesadas passagens com blast beats.
A longa “Children of the Obsidian Light” fecha o disco, misturando um pouco de tudo e mostra como a banda soube ousar em unir essa diversidade de momentos dentro de seu som. Talvez o disco seja anticomercial por sua proposta tão complexa, sendo muito longo, mas sem dúvidas é um álbum que dá uma aula de técnica musical.
Victor Augusto





