
Technical Damage – “The Introspect” (2018)
Independente
#ProgressiveDeathMetal
Para fãs de: Opeth, Katatonia, Witherscape
Nota: 7,5
Sabe aquela banda que compõe faixas extremamente intrincadas e cheias de viradas, que quando você escuta as músicas, e à todo momento você acha que acabou aquela faixa e já iniciou a seguinte? O som do Technical Damage é complexo a beça, quase que podemos denomina-lo de Psychedelic Metal ou até Djent, sendo-se um tanto quanto difícil de assimilar para muitos ouvidos não afeitos ao estilo.
“The Introspect” é o primeiro álbum completo da banda que lançou o EP de estreia “Damaged Nation” (2016). Durante todos os 34 minutos de duração do trabalho, o que você vai ouvir, é que aquele tipo de música “certinha”, sem improvisos, tudo muito bem ensaiado. Na mixagem final, o volume me pareceu um tanto quanto abaixo dos padrões, mas todas as notas de todos os instrumentos são perfeitamente audíveis.
Como destaque, “Crystal Angels” é a mais pesada de todas e onde o vocalista Kurtis Jeffrey sai da zona de conforto, e desfila guturais com diferentes tons e até passagens em que canta limpo. A complexidade dessa faixa é um caso a parte.
“Eviscerate” (que você pode ouvir no link abaixo) tem um violão acústico interessantíssimo, quase uma balada espanhola, mostrando um lado técnico não muito fácil de encontrarmos por aí, além de Kurtis abusar das linhas melódicas em sua voz. A faixa auto intitulada de encerramento, tem passagens até de reggae em seus longos 8 minutos, mostrando-se definitivamente, que “The Introspect” é um lançamento de complicada digestão.
Longe de ser ruim, o álbum é desafiador para quem o executa e também para o ouvinte. Nota-se que tudo aqui foi trabalhado e ensaiado à exaustão. Se esse tipo de viagem é a sua praia, pode ir em frente. Se peso, velocidade, frenetismo é o que você procura, passe longe.
Mauro Antunes





