Tribe Of Pazuzu – “Blasphemous Prophecies” (2023)
VIC Records
#DeathMetal #BlackMetal
Para fãs de: Morbid Angel, Vltimas, Hate, Behemoth, Vader
Nota: 10
Quando nos deparamos com um supergrupo dentro do metal a curiosidade e a expectativa são altas, já que unir grandes nomes em um projeto acaba resultando em boas músicas e discos. No Death Metal, por exemplo, existem muitos desses grupos, e mesmo que tenhamos uma quantidade enorme de bandas que fazem referência aos anos dourados do gênero, é importante destacar aquelas que o fazem com maestria, como é o caso do Tribe of Pazuzu.
Essa banda canadense/americana reúne uma seleção de músicos de primeira linha sendo o baixista/vocalista Nick Sagias (Overthrow, Soulstorm), o baterista Flo Mounier (Cryptopsy, Vltimas) e os guitarristas Randy Harris (Macefication) e John McEntee (Incantation). Com um time desses, a banda consegue conjurar os demônios do Death Metal dos anos 90 como Morbid Angel, Vader e Behemoth em um som que vai do Death ao Black, em demonstrações de técnica, precisão e muita agressividade no estilo old school de se fazer metal.
Após dois EP’s, a banda lançou seu primeiro álbum na forma de “Blasphemous Prophecies”, uma coleção de faixas selvagens que não deixa ninguém sair ileso. “We Serve Under no God” abre o disco com uma explosão em forma de solo e uma bateria que ataca os pedais duplos sem dó, já a faixa-título tem um riff inicial cativante que logo se transforma em um solo de derreter a face. Destaque aqui para os vocais de Nick que tem uma forma marcante e até autoritária de cantar, como se ordenasse os próprios demônios a tocarem sua sinfonia de morte, e destaque também para Flo Mounier que dá uma aula de como tocar, além de demonstrar estar em um nível acima dos ótimos trabalhos que já apresentou anteriormente.
Em “Countess of Blood” a banda mostra um ritmo frenético de riffs a lá Morbid Angel e uma bateria que não dá um minuto de respiro ao ouvinte, e com uma temática que todos já conhecemos, mas adoramos ouvir mais (vide o título da faixa). O que se segue são avalanches de riffs, vocais possuídos e muita velocidade em músicas como “The Trial of The Scorned Prophet”, “Pazuzu Incarnate” (uma das melhores do álbum), “Born of a Jackal” e no final explosivo com “Towards Oppressors”.
O Tribe of Pazuzu conseguiu reunir grandes nomes do metal extremo, mas não apenas pela aparência, e sim pela capacidade de entregar trabalhos dignos de se tornarem clássicos. Com “Blasphemous Prophecies” a banda dá mais um passo a esse objetivo, marcando o território do Death/Black Metal com punhos de ferro e sendo uma grande aposta para os melhores do ano. Recomendado!
Lucas David





