
Wishbone Ash – “Coat of Arms” (2020)
Steamhammer
#ProgressiveRock
Para fãs de: Nektar, Focus, Thin Lizzy
Nota: 8,0
Para todos que, como eu, curtem o lado mais Prog, mais trabalhado do Rock e do Metal em geral, os anos 70 são uma fonte inesgotável de inspiração e influência. Por isso, foi com imensa alegria que recebi o disco novo dessa banda inglesa que, com nada menos que 5 décadas de estrada, construiu uma carreira brilhante e influenciou centenas de ótimas bandas.
“Acredito que todos que queiram entender o começo do Iron Maiden, em especial as guitarras em harmonia, precisam ouvir o disco ‘Argus’ do Wishbone Ash” – Harris, Steve.
O Prog Rock desses ingleses sobreviveu não só à passagem do tempo, mas também a inúmeros altos e baixos e mudanças de formação. A banda soube amadurecer e envelhecer com sabedoria e coerência. Ao lado do lendário Andy Powel (guitarra e vocal) estão hoje o baixista Bob Skeat, o batera Joe Crabtree e o estreante guitarrista Mark Abrahams, que aprendeu o instrumento acompanhando as músicas da banda desde os 9 anos de idade.
Bom, mas vamos ao som. A sonoridade do disco, como não podia deixar de ser, não foge do que a banda construiu ao longo dos anos. Temos um Prog Rock suave e envolvente, elegante, naturalmente complexo e extremamente caprichado nos detalhes. Há nuances de Hard Rock, de Blues e de Country Rock (ouça a ótima “Empty Man”, por exemplo) claramente perceptíveis. As guitarras dobradas, característica da banda, também continuam presentes.
O disco abre muito bem, com “We Stand As One”, já lançada como single. A faixa, que traz um riff principal muito marcante, fala sobre as recentes queimadas na Amazônia. Também merecem meu destaque “Too Cool For AC”, com um clima meio Folk, e “Back in the Day”, de levada agitada e com excelentes solos de guitarra. Mas é evidente que o disco como um todo é obrigatório para todos os fãs do gênero. Ainda que não haja mais a efervescência dos anos 70, o Wishbone Ash continua mantendo a chama acesa para todos que beberam daquela fonte. Não deixe de ouvir.
Luiz Gustavo Santos





