Witch Club Satan – “Witch Club Satan” (2024)
Independente
#BlackMetal
Para fãs de: Mayhem, Darkthrone, Immortal
Texto por Lucas David
Nota: 10
Sendo um dos gêneros mais extremos do metal, mas também um dos mais abrangentes quando se fala de temas diversos, o Black Metal oferece uma gama de possibilidades quanto a música. Seja falando de satanismo, atmosferas e paisagens gélidas ou questões sociais, o gênero tem uma força gigante entre os apreciadores.
Utilizando dessa forma de expressão radical, o Witch Club Satan despontou na cena norueguesa como uma grande promessa e seu autointitulado e primeiro disco cumpre os requisitos para se tornar um clássico dentro do gênero. A banda formada por Nikoline Spjelkavik (guitarra), Victoria Røising (baixo) e Johanna Holt Kleive (bateria, vocal) tem outro diferencial já que aborda temas como feminismo, bruxaria e questões sociopolíticas que, somados a profundidade lírica, exibem uma habilidade única de criar música.
O disco abre com “Birth”, um ataque sem misericórdia aos ouvidos com um grito estridente de Johanna e um instrumental que vai criando um clima sombrio e pesado que alterna com partes mais rápidas cheias de violência, blast beats e riffs cortantes. “Fresh Blood, Fresh Pussy” pune mais o ouvinte com um ritmo que nos remete ao antigo Mayhem e Darkthrone, e um refrão que fica na cabeça, perfeito para ser cantado a plenos pulmões.
“Black Metal is Krig” é uma das faixas mais brutais do disco, com mais riffs cortantes, uma pegada de Immortal e um trabalho excelente de todo o trio, que exibe muita técnica aliada à agressividade que já conhecemos no gênero. Já em “Mother Sea” temos a banda indo para uma direção mais leve, com belas melodias vocais, exibindo um lado mais doce. É uma quebra no ritmo, mas que encaixou de forma única ao todo, já que é muito bem executada.
Mesmo destacando somente as faixas acima, o álbum “Witch Club Satan” vale a pena ser conferido, pois além de ser um ótimo exemplo de como se deve fazer Black Metal calcado nas suas raízes mais brutais, porém com uma ótima produção, trouxe temas a serem debatidos e um novo frescor a tudo. A crueza, a violência, o peso e desejo por mais fizeram deste um grande concorrente na lista de melhores discos do ano. Recomendado!





