Cradle of Filth – “Cryptoriana – The Seductiveness of Decay” (2017)

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Cradle of Filth
 – “Cryptoriana – The Seductiveness of Decay” (2017)

Nuclear Blast

#BlackMetal#GothicMetal#SymphonicMetal
Para fãs de: Dimmu BorgirOld Man’s Child

Nota: 9,0

Parece que depois do lançamento “Hammer of the Witches” (lançado em 2015) e de ter estabilizado a atual formação do grupo, Dani Filth recolocou o Cradle of Filth no caminho do metal extremo de qualidade. Se para muitos, o grupo é uma espécie de “black metal de boutique”, a verdade é que a banda, mesmo que tenha suas raízes no estilo, há muito deixou de ser enquadrada unicamente nesta seara. Hoje em dia, há muitos elementos sinfônicos, góticos e também de heavy metal tradicional (com uma forte influência de Iron Maiden em diversos momentos). Afora isso, pode-se perceber que as composições, no trabalho anterior e neste mais recente, apresentam uma grande variedade de andamentos, não deixando que a monotonia apareça, deixando a interessantíssima música da banda ainda mais atrativa.

Novamente, assim como em “Hammer Of The Witches”, as guitarras se sobressaem de forma natural, uma vez que o trabalho da dupla Rich Shaw e Ashok mostra que evoluiu desde o último álbum. Riffs bem elaborados aliados à melodias que se encaixam perfeitamente nos temas criados, fazem de “Cryptoriana – The Seductiveness of Decay” um dos melhores trabalhos do grupo nos últimos tempos. Me arrisco a dizer, que é o melhor álbum desde “Damnation and a Day” (2003). Mas isso, obviamente, é uma questão de opinião…

A versão completa do álbum possui 10 faixas, onde podemos destacar “Heartbreak And Seance” (onde as linhas de guitarra deixam o clima denso e sombrio, enquanto as mudanças de andamento garantem uma atmosfera que é a cara da banda), “Achingly Beautiful” (onde a sonoridade nos remete aos primórdios do grupo), “Wester Vespertine” (mais agressiva, com corais sombrios), a faixa título, que nos entrega a influência de Iron Maiden que acompanha a banda, “Death and the Maiden” (com climas bastante densos) e o cover para “Alisson Hell”, do Annihilator, que ganhou uma interpretação digna de elogios. Resumindo: o Cradle of Filth aprimorou o que havia feito no trabalho anterior e apresentou um álbum que poderá estar em muitas listas de melhores de 2017. Na minha, estará.

Sergiomar Menezes

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